Dragon Ball Super Volta com Tudo em 2026! O "Beerus Enhanced" é o Reinício que a Franquia Precisava?
Thiago Silva
Publicado em: 03/02/2026 às 14:26,
Reprodução: Dragon Ball Super: Beerus | SUPER Launch Trailer
se você é fã de Dragon Ball e não surtou com o anúncio do Genkidamatsuri (evento dos 40 anos), acho que precisa checar o pulso! Depois de anos sem anime novo, hiato eterno, o Daima como "side quest" e a perda gigante do Toriyama, a Toei jogou a bomba: Dragon Ball Super: Beerus estreia no outono (fall) de 2026. E não é qualquer coisa: é a versão ENHANCED do anime, começando pelo arco do Beerus (God of Destruction Beerus Saga), com tudo refeito, melhorado e mais fiel ao que o mestre queria.
O trailer já entrega o ouro: "O SUPER começa…". Isso não soa como um especial isolado ou um simples remaster. Soa como um reinício da era anime de Super.
O que muda de verdade nesse "enhanced edition"?
Oficialmente, é descrito como um projeto que começou há anos: novas cenas, cortes refeitos do zero, redraws completos, dublagem regravada em partes, efeitos sonoros e trilha atualizados, e uma reconstrução da história para corrigir inconsistências do anime original de 2015. Não é só upscaling ou filler cortado — tem animação nova, pacing mais apertado e alinhamento maior com o mangá de Toyotarou (e as intenções originais do Toriyama).
Diferente do filme Battle of Gods (2013), que já era top, o foco é nos episódios iniciais do Super — aqueles com animação oscilando, filler desnecessário e ritmo arrastado. Rumores fortes (de leakers que já acertaram antes) falam que o arco do Beerus vai ficar em uns 6 episódios enxutos, e o do Freeza Dourado (Resurrection F) vem logo na sequência no mesmo estilo. Se for assim, estamos vendo o embrião de um Dragon Ball Super Kai não oficial: limpar o que era bagunçado, preparar o terreno e atrair nova geração sem assustar com 131 episódios irregulares.
Por que não pular direto pro Moro? A estratégia faz sentido
O grande motivo: Dragon Ball Super: The Galactic Patrol (o arco do Moro, Galactic Patrol Prisoner Saga) está confirmado em produção, mas só chega em final de 2027 (provavelmente outono/inverno). Essa janela de 1+ ano entre o Beerus (2026) e o Moro (2027) é perfeita para a Toei refazer os arcos iniciais problemáticos, referenciar o Broly (já canon no mangá) e talvez até encaixar o Daima de forma sutil na timeline.
A ideia é simples e genial: renovar a base para que novos fãs entrem fácil. Um moleque de 14 anos hoje não vai aguentar animação datada e pacing lento só pra chegar no hype do Tournament of Power ou no Moro. A Toei já tá fazendo isso com One Piece (remake completo pra zerar a barreira de entrada). No Dragon Ball, é mais fácil: não precisa reinventar a roda, só polir, cortar gordura e entregar qualidade consistente.
O que fica de fora e por que o Moro pode ser o maior evento desde o Buu
- Daima: visual insano, produção premium — deve virar side-story ou retcon leve.
- Broly: referenciado no mangá, provavelmente só citado.
- Arcos posteriores (ToP, etc.): se o enhanced der certo, devem vir remasterizados depois.
O Beerus enhanced empolga pra caramba (imagina o Hakai do Bills com animação de Broly level?), mas é só a rampa de lançamento. O verdadeiro game-changer é o Moro: vilão dark, estratégico, que suga energia de planetas e deixa os heróis no desespero real. Feito do zero com tech atual, direção mais madura e sem pressa de filler, isso tem potencial pra ser o melhor arco animado da franquia — quebrar recordes, lotar Crunchyroll/Netflix e voltar a ser conversa de bar, não só de fórum otaku.
Depois de tanto tempo no limbo, parece que Dragon Ball finalmente achou o caminho: honrar o legado do Toriyama, consertar os erros do passado e mirar no futuro com o Moro como carro-chefe. Se a Toei entregar o nível que promete (e eles estão caprichando em projetos grandes ultimamente), 2026-2027 vai ser épico.