Bélgica provoca Trump após eliminar os EUA da Copa do Mundo: "Reverte isso"

foto do autor

Thiago Silva

Publicado em: 07/07/2026 às 22:17,

atualizado há 2 meses
Imagem: Lukaku comemora o quarto gol da Bélgica sobre os Estados Unidos — Foto: David Ramos / Getty Images via AFP

Imagem: Lukaku comemora o quarto gol da Bélgica sobre os Estados Unidos — Foto: David Ramos / Getty Images via AFP

A Copa do Mundo de 2026 ganhou mais um capítulo digno de roteiro cinematográfico. Depois de uma goleada convincente sobre os Estados Unidos, a Bélgica não perdeu a oportunidade de provocar o presidente Donald Trump nas redes sociais, reacendendo uma das maiores polêmicas do torneio.

Bélgica domina os EUA e avança às quartas

Jogando em Seattle, a seleção belga venceu os Estados Unidos por 4 a 1 e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. O destaque da partida foi Charles De Ketelaere, autor de dois gols. Hans Vanaken ampliou a vantagem e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol norte-americano foi marcado por Malik Tillman.

Com a derrota, os Estados Unidos se tornaram a última seleção anfitriã a deixar a competição. Agora, a Bélgica se prepara para enfrentar a Espanha em uma das partidas mais aguardadas das quartas de final.

A provocação que viralizou

Logo após o apito final, a Federação Belga de Futebol aproveitou o momento para alfinetar Donald Trump.

Em uma publicação nas redes sociais, a entidade compartilhou uma imagem da comemoração de Lukaku acompanhada da frase "Reverte isso", em uma clara referência à polêmica envolvendo a suspensão do cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun.

A Bélgica também aproveitou para brincar com a tradicional diferença entre o inglês britânico e o americano ao escrever:

"O nome é futebol."

Na postagem, a palavra "soccer" aparecia riscada, reforçando a provocação aos Estados Unidos.

As publicações rapidamente ganharam repercussão entre torcedores e dominaram as redes sociais.

A polêmica envolvendo Trump e a FIFA

Toda a controvérsia começou após Balogun ser expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, ainda na fase anterior da competição.

Pelas regras da FIFA, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final. No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o jogador enfrentasse justamente a Bélgica.

O caso ganhou ainda mais repercussão quando reportagens revelaram que Donald Trump telefonou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para discutir a situação.

O presidente norte-americano negou qualquer tentativa de interferência, mas confirmou que pediu uma revisão da expulsão.

Árbitro brasileiro também entrou na polêmica

Durante suas declarações, Trump voltou suas críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun.

Sem apresentar qualquer prova, o presidente afirmou que o árbitro seria "suspeito" e insinuou a existência de um histórico comprometedor.

As declarações provocaram reação imediata da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que saiu em defesa do árbitro.

Segundo a entidade, Raphael Claus possui uma carreira íntegra e não existe qualquer elemento que coloque sua conduta profissional em dúvida.

FIFA mantém posição

Apesar da repercussão internacional, a FIFA reafirmou que seus órgãos disciplinares atuam de forma independente.

A Federação Belga ainda tentou recorrer da decisão que liberou Balogun para atuar, mas a Comissão de Apelação da entidade rejeitou o pedido, alegando que os belgas não eram parte do processo disciplinar e, portanto, não poderiam contestar a decisão.

Futebol, política e redes sociais: uma mistura explosiva

A Copa do Mundo de 2026 vem sendo marcada não apenas pelos jogos, mas também por episódios que extrapolam as quatro linhas.

Entre decisões disciplinares controversas, declarações de chefes de Estado e provocações nas redes sociais, o torneio mostra como futebol e política continuam se cruzando em momentos de grande repercussão global.

No fim das contas, porém, quem respondeu de forma mais contundente foi a Bélgica — e fez isso dentro de campo, com uma vitória convincente que eliminou os anfitriões e ainda rendeu uma das provocações mais comentadas da Copa.